Corredor Cultural de Natal/RN

Depois de conhecer mais algumas cidades pelo mundo, me vi diante da pergunta: e a minha cidade, a cidade em que eu moro, eu conheço?

Na dúvida achei melhor ir lá, pessoalmente (e a pé), no centro histórico.

Começamos pela Igreja do Galo, velha conhecida (de passar em frente), e de cara uma novidade, da qual eu nunca tinha ouvido falar: um pequeno museu de arte sacra que fica na sua lateral, nada demais, algumas poucas peças, mas bem informativo.

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Um pouco mais adiante, o memorial Câmara Cascudo, um pouco da história do ilustre folclorista potiguar no piso e uma exposição bacana sobre a história da cidade no primeiro andar.

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Logo ao lado, fica a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, primeira catedral da cidade, de frente para a Praça André de Albuquerque, marco da fundação da cidade.

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Vizinho a igreja fica o Instituto Histórico Geográfico, que além dos inúmeros documentos antigos, abriga a coluna capitolina, presente de Benito Mussolini.

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Passamos pelo museu Café Filho, só restava a placa. Fechado há uns três anos, disse o flanelinha. Nenhum sinal de uma possível reabertura. Fiquei feliz de ter ainda uma vaga lembrança da visita que fiz quando criança, num passeio da escola, quando o museu estava aberto. É um pequeno sobrado onde residiu o finado goleiro do Alecrim e único potiguar a ocupar a presidência (por pouco mais de um ano).

Pausa na praça Sete de Setembro, rodeada pelo tribunal de justiça, prefeitura (palácio Felipe Camarão), assembleia legislativa e pela pinacoteca do estado.

Seguindo em frente, chegamos à casa de Câmara Cascudo, que foi restaurada e aberta para visitação em 2007, e por isso totalmente inédita pra mim. A guia nos contou detalhes da vida de Cascudo, e saí de lá com a sensação de ter participado de sua intimidade.

Por fim chegamos a Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, igreja que se destinava aos escravos, onde hoje em dia se celebra uma missa toda em latim aos domingos. Olhando na outra direção se vê o Potengi, foi o encerramento do tour histórico.

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No fim, um pouco aliviada, respondi que sim, conheço a minha cidade! Apesar das novas descobertas, o passeio foi mais sobre reacender memórias e sentimentos do que qualquer outra coisa.

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